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Justiça torna réu cardiologista acusado de estupro de vulnerável no RS

16/04/2026 14h26

O Judiciário do Rio Grande do Sul tornou réu, nesta quinta-feira (16), o cardiologista Daniel Pereira Kollet, por suspeita de crimes sexuais cometidos contra pacientes.

A decisão é embasada na denúncia do Ministério Público do RS por supostos crimes sexuais cometidos contra três pacientes, em Taquara, na Região Metropolitana de Porto Alegre.

A denúncia, apresentada pela promotora Silvia Inês Miron Jappe, sustenta que as pacientes estavam em situação de vulnerabilidade circunstancial, devido ao contexto de atendimento médico.

O Ministério Público gaúcho também solicitou à Justiça que o indiciado pague indenização às vítimas pelos danos causados.

O g1 entrou em contato com a defesa do médico, mas não obteve retorno até a última atualização desta reportagem.

A Justiça tornou réu, nesta quinta-feira (16), o cardiologista Daniel Pereira Kollet, por suspeita de crimes sexuais cometidos contra três pacientes, em Taquara, na Região Metropolitana de Porto Alegre.

A decisão foi do Juiz de Direito Rafael Silveira Peixoto, da 1ª Vara Criminal da Comarca de Taquara. Ela é embasada na denúncia do Ministério Público (MP), que acusa o médico de ter cometido os crimes contra pacientes durante atendimentos em consultório particular no município.

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O réu responderá por estupro de vulnerável, uma vez que a Promotoria entende que as vítimas se encontravam em situação de vulnerabilidade circunstancial, decorrente da relação médico-paciente.

A denúncia, apresentada pela promotora Silvia Inês Miron Jappe, sustenta que as pacientes estavam em situação de vulnerabilidade circunstancial, devido ao contexto de atendimento médico. Por essa razão, o MPRS enquadrou os crimes como estupro de vulnerável.

De acordo com a acusação, as vítimas eram pacientes do denunciado, e os supostos abusos teriam ocorrido durante consultas cardiológicas, quando elas precisavam permanecer parcialmente despidas para a realização de exames. O MP sustenta que o médico se aproveitava da condição profissional, da relação de confiança estabelecida com as pacientes e da vulnerabilidade inerente ao contexto médico.

O MP gaúcho também solicitou à Justiça que o indiciado pague indenização às vítimas. Procurada pelo g1, a defesa de Daniel, representada pelo advogado Ademir Campana, ainda não se manifestou sobre a denúncia.

Daniel Pereira Kollet foi indiciado pela Polícia Civil foi violência sexual mediante fraude. Segundo o delegado Valeriano Garcia Neto, três inquéritos foram concluídos e remetidos à Justiça no fim de semana.

O número de possíveis vítimas que registrou ocorrência chega a 44, conforme atualização desta quinta-feira (16). Ainda conforme o delegado Valeriano, outras 20 mulheres procuraram a polícia e avaliam formalizar o caso.

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