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Juíza morre após coleta de óvulos em clínica de reprodução assistida de SP; polícia investiga

06/05/2026 20h37

Mariana Francisco Ferreira, de 34 anos, morreu nesta quarta-feira (6) após complicações registradas depois de um procedimento de reprodução assistida em Mogi das Cruzes, na Grande São Paulo.

O caso foi registrado como morte suspeita e morte acidental e está sob investigação policial para apurar se houve negligência ou se decorrente de complicações médicas.

Mariana era de Niterói (RJ) e tomou posse como juiza no Rio Grande do Sul em dezembro de 2023. Atuava na Vara Criminal da Comarca de Sapiranga, na Região Metropolitana de Porto Alegre.

Uma juíza de 34 anos morreu nesta quarta-feira (6) após complicações registradas depois de um procedimento de reprodução assistida em Mogi das Cruzes, na Grande São Paulo.

O caso foi registrado como morte suspeita e morte acidental e é investigado pela polícia, que busca esclarecer se a morte ocorreu por possíveis falhas no atendimento ou em decorrência de complicações médicas comuns ao procedimento.

Segundo boletim de ocorrência, a vítima, Mariana Francisco Ferreira, realizou uma coleta de óvulos para fertilização in vitro na manhã de segunda-feira (4) na clínica Invitro Reprodução Assistida.

Procurada, a clínica lamentou a morte e disse que que prestou "o atendimento emergencial necessário" e providenciou "o encaminhamento da paciente à unidade hospitalar adequada". E ressaltou que todo procedimento cirúrgico e médico "possui riscos inerentes e intercorrências possíveis". (Leia a íntegra da nota ao final.)

De acordo com o registro, após receber alta por volta das 9h, Mariana voltou para casa, mas passou a apresentar fortes dores e sensação de frio. Diante da piora, a mãe a levou de volta à clínica por volta das 11h.

No retorno, a paciente relatou inicialmente que acreditava ter urinado na roupa, mas a equipe médica constatou que se tratava, na verdade, de uma hemorragia vaginal. O médico realizou os primeiros atendimentos e chegou a fazer uma sutura na região para tentar conter o sangramento.

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Após a intervenção inicial, Mariana foi encaminhada para a Maternidade Mogi Mater, onde deu entrada às 17h e foi levada diretamente para a Unidade de Terapia Intensiva (UTI).

No dia seguinte, 5 de maio, a paciente passou por uma cirurgia às 21h. Apesar das medidas adotadas, o quadro clínico evoluiu de forma grave.

Na madrugada desta quarta (6), Mariana sofreu duas paradas cardiorrespiratórias. Mesmo com as tentativas de reanimação, a morte foi confirmada às 6h03.

Mariana era de Niterói (RJ) e tomou posse como juíza no Rio Grande do Sul em dezembro de 2023. Atuava na Vara Criminal da Comarca de Sapiranga, na Região Metropolitana de Porto Alegre.

Em nota, o Tribunal de Justiça do Rio Grande do Sul lamentou a morte da magistrada. O tribunal informou que Mariana foi vítima de complicações decorrentes de um procedimento cirúrgico realizado em São Paulo e destacou sua trajetória na carreira.

A corregedora responsável pela comarca afirmou que a juíza se destacou pelo “zelo na apreciação das causas” e pelo comprometimento com a efetividade das decisões. O tribunal também decretou luto oficial de três dias.

A Associação dos Juízes do Rio Grande do Sul (AJURIS) também manifestou "profundo pesar e consternação pelo falecimento da juíza".

"A perda precoce da juíza enluta a magistratura gaúcha, que se solidariza com familiares, amigos e colegas neste momento de dor", diz a nota.

O caso foi registrado pelas autoridades como “morte suspeita” e “morte acidental”. A polícia apura as circunstâncias do ocorrido, incluindo a possibilidade de complicações inerentes ao procedimento ou eventual falha durante o atendimento médico.

Veja a íntegra da nota abaixo:

"Viemos a público manifestar profundo pesar pelo falecimento da Mariana, ocorrido na manhã de ontem, 06/05/26.

Desde os primeiros sinais de intercorrência, toda a equipe médica e assistencial adotou imediatamente os protocolos técnicos e medidas cabíveis, prestando o atendimento emergencial necessário dentro da clínica e providenciando o encaminhamento da paciente à unidade hospitalar adequada para continuidade da assistência médica especializada, sempre com o acompanhamento da nossa equipe e do médico responsável pelo procedimento.

A clínica ressalta que todo procedimento cirúrgico e médico, ainda que realizado com observância dos protocolos técnicos, acompanhamento especializado e estrutura adequada, possui riscos inerentes e intercorrências possíveis, infelizmente existentes em qualquer procedimento dessa natureza.

A clínica ressalta que sempre atuou dentro das normas técnicas e regulatórias aplicáveis, mantendo sua estrutura, equipe e procedimentos devidamente regularizados e aptos ao exercício de suas atividades.

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