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02/03/2026 14h26
O governador Eduardo Leite reiterou a vontade de concorrer à presidência pelo PSD nas próximas eleições.
Ele busca se diferenciar de outros pré-candidatos do partido, como Ratinho Júnior e Ronaldo Caiado, afirmando não ter "abraçado" nem Luiz Inácio Lula da Silva nem Jair Bolsonaro em 2022.
Leite se posiciona como uma alternativa à polarização, afirmando ser "crítico dos dois campos que polarizam a eleição".
O governador gaúcho se diz "pronto, disposto, com energia para liderar esse processo" de uma candidatura independente.
O governador do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite, reiterou seu desejo de ser o candidato à presidência do PSD nas eleições gerais deste ano. O chefe do Executivo gaúcho concedeu entrevista ao g1 após participação no programa Jornal do Almoço, da RBS TV, nesta segunda-feira (2).
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O gaúcho busca se diferenciar dos seus correligionários Ratinho Júnior, governador do Paraná, e Ronaldo Caiado, governador de Goiás. Os três são pré-candidatos do PSD ao Palácio do Planalto e disputam a preferência do presidente nacional do partido, Gilberto Kassab.
"O que considero me dar um diferencial em relação aos meus colegas, pelos quais tenho muito respeito, é justamente a possibilidade de liderar uma candidatura independente, porque não abracei nas eleições de 2022, nem Lula (PT) nem (Jair) Bolsonaro (PL)", afirmou Leite.
"Sou um crítico, todos sabem disso, dos dois campos que polarizam a eleição e os processos eleitorais no Brasil e defendo um caminho alternativo. Inclusive, pagando o preço de enfrentar os dois campos. Se a gente apresenta um caminho alternativo, tanto a esquerda quanto a direita, eventualmente, estão aí nos atacando. Mas eu insisto neste caminho. Me sinto pronto, disposto, com energia para liderar esse processo", completou o governador gaúcho.
Leite migrou do PSDB para o PSD em maio de 2025. Ao ingressar no partido de Kassab, Ratinho já era cotado como um pré-candidato à presidência. Em janeiro deste ano, foi a vez de Caiado deixar o União Brasil para se filiar à legenda. Agora, o PSD conta com um trio de presidenciáveis e deve escolher um deles para ir às urnas em outubro.
A escolha está com o presidente nacional da sigla, que já descartou anteriormente a realização de prévias para a definição.
Segundo Leite, porém, Kassab não é o único agente do processo decisório. "A decisão do partido vai ser tomada não apenas pelo presidente Kassab, mas o presidente ouvindo todas as lideranças do partido. É isso que a gente vai intensificar ao longo dessas próximas semanas. Encontros, conversas, diálogos que permitam a gente entender, dentro do contexto político, da percepção do eleitor, qual é o nome que melhor poderá conseguir aglutinar um grupo da sociedade brasileira substancial o suficiente para levar essa candidatura ao segundo turno e vencer as eleições."
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